Reparação valvular mitral

A patologia da válvula mitral pode ser essencialmente de dois tipos:

  • estenose valvular
  • insuficiência ou regurgitação valvular

Na estenose valvular mitral, a válvula mitral apresenta-se bastante deformada e calcificada, pelo que a reparação da válvula é, em muitos casos, impossível. Assim, o tratamento passa habitualmente pela substituição da válvula por uma prótese – biológica ou mecânica.

Na insuficiência valvular mitral, é muitas vezes possível preservar a válvula nativa, tornando-a novamente competente, através de uma ou várias estratégias de reparação. Esta pode ser mais ou menos complexa, dependendo do tipo de patologia. Porém, é sempre preferível reparar a válvula e não substituí-la!

A reparação da válvula mitral é, sem dúvida, e de forma amplamente reconhecida, o tratamento adequado para a regurgitação mitral degenerativa, sobretudo em doentes jovens, evitando, dessa forma, a implantação de uma prótese mecânica e a necessidade de hipocoagulação oral permanente.

Na regurgitação mitral degenerativa, o prolapso / rotura de cordas é um problema cuja reparação é complexa através de técnicas clássicas, como a transposição de cordas tendinosas. Porém, dispomos recentemente de um anel para reparação mitral – LivaNova® Memo 3D Rechord® – que permite a reparação da rotura de cordas de um modo mais simples e reprodutível, ao facilitar a correta implantação e medição de neo-cordas de PTFE. Até à data, somos a única equipa cirúrgica a realizar a sua implantação em Portugal.

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Anel Memo 3D Rechord

Abaixo se exemplifica o resultado ecocardiográfico de uma cirurgia valvular aórtica e mitral em que a válvula mitral foi reparada utilizando este anel.